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Estreia de Mion e seu ‘Cadeirola’

Logo de cara, Marcos Mion conseguiu uma vitória relevante na estreia do ‘Caldeirão’. Foram mostrados momentos dele na MTV, Band e Record. A Globo não costuma celebrar o passado profissional de seus contratados em outras emissoras. Tal deferência ressalta prestígio.
O começo do programa brincou com o deslumbramento do artista por se tornar um ‘global’. Sonho que virou realidade. Ele passou o cobiçado crachá na catraca e andou no carrinho elétrico até o estúdio. A genuína louvação ao canal faz de Mion uma espécie de novo garoto-propaganda da Globo.
Ao pisar no palco, mandou recado a quem considera sua ininterrupta euforia um comportamento exagerado ou mero marketing. “Só sei trabalhar assim, sendo de verdade, um eterno emocionado”, afirmou. Em poucos minutos no ar, ele se impôs a ponto de nos fazer esquecer que aquela faixa horária teve outro dono, Luciano Huck, nos últimos 21 anos. A efervescência de Mion transformou rapidamente o ‘Caldeirão’ em ‘Caldeirola’.
No ‘Mamãe, Tô na Globo, ele dá crachá personalizado a quem fizer os melhores vídeos. No caso, quanto mais tosco, melhor. A estética lembra a do ‘Piores Clipes do Mundo’, da MTV, com o apresentador interagindo com as imagens para ironizar. Algo parecido se viu no ‘Isso a Globo Mostra’, com Mion a remexer os arquivos da emissora. “Bota o Tony Ramos pelado”, pediu. Sem cerimônia, encaixaram um merchan de banco com Gil do Vigor do ‘BBB21’.
No manjado quadro de adivinhações ‘Tem ou Não Tem’, o humorista Paulo Vieira presenteou o apresentador com um kit de proteção, com direito a sal grosso, cabeças de alho, erva de benzimento e imagem de santa. “Quem trabalha em TV atrai muita inveja”, disse. Verdade inquestionável. Incomoda especialmente os invejosos internos – a grande visibilidade de Mion nas últimas semanas irritou muita gente poderosa na Globo.
O ‘Sobe o Som’ (uma mistura dos antigos ‘Qual é a Música?’, de Silvio Santos, e ‘Ding Dong’, de Faustão), com banda ao vivo liderada pelo ator Lúcio Mauro Filho, peca em originalidade, mas funciona como plataforma para tocar sucessos do momento. Para diversão de quem assistia, Tiago Leifert arriscou passos de ‘pisadinha’ e Gretchen cantou ao vivo (e rebolou) ‘Conga, Conga, Conga’. O apresentador conseguiu melhorar o velho formato com dancinhas, caretas e tiradas cômicas.
Mion provou, mais uma vez, sua capacidade de improvisar e entreter. Passa a injetar nas tardes de sábado dose generosa de deboche e malícia. Antes, com Huck, o foco era a emoção. Com bom ritmo, o novo apresentador rejuvenesce a faixa vespertina e pode atrair um público que não está nem aí para a televisão, menos ainda para a Globo: os ‘teens’ que preferem games e o TikTok. Toda emissora aberta precisa criar uma nova geração de telespectadores para garantir sua relevância. Mion é uma boa isca.

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