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Provérbios e Ditados

Provérbios e ditados são expressões ditas no dia a dia, no discurso informal, cujas origens são das experiências humanas. Estas frases populares carregam consigo um conhecimento, por isso transmitem sabedoria de quem fala e lição para quem ouve. O nome “provérbio” origina-se do latim proverbium. Acredita-se, ainda, que a palavra pode ser de origem religiosa.
Registros apontam que os provérbios e ditados já eram usados há tempos, na época Antes de Cristo (a.C.). Filósofos, rei, rainhas e pensadores recorriam a estas expressões que passaram por vários períodos históricos e continuam em uso.
Os provérbios e ditados são usados no mundo todo.
O conhecimento popular traz algumas explicações para a origem dos mais diversos provérbios e ditados populares. Abaixo, encontram-se alguns exemplos:
“Comer com os olhos”
Na época em que os convidados das cerimônias religiosas na Roma Antiga não podiam comer o banquete ofertado aos deuses gregos, eles apenas podiam observar a refeição. Surgiu, assim, a expressão “comer com os olhos”.
“Acabar em pizza”
Quando uma situação termina sem punição ou conclusão, popularmente diz-se que “acabou em pizza” ou “vai acabar em pizza”. Este ditado foi usado pela primeira vez na década de 60, em um jornal brasileiro, para referir-se à crise do Palmeiras. À época, jogadores do Palmeiras se reuniram para resolver alguns problemas do time. Passadas 14 horas de discussão, eles resolveram pedir pizzas e, com isso, esqueceram as dificuldades. Um jornalista que cobria o assunto publicou a matéria sobre o ocorrido com a manchete “Crise do Palmeiras termina em pizza”.
“Dar com burros n’água”
Este ditado é usado quando alguém faz muito esforço para conseguir algo e não obtém o resultado desejado. Conta-se que esta expressão surgiu no Brasil colônia, quando exploradores de café precisavam ir para o Sul montados em cavalos. O trajeto era irregular e as terras tinham muita lama. Assim, os cavalos se esforçavam para atravessar os desníveis, mas acabavam morrendo afogados.
“A ver navios”
O conhecimento popular diz que o rei de Portugal, Dom Sebastião, desapareceu no Marrocos, durante uma batalha. Na esperança de vê-lo retornar em algum navio, as pessoas subiam no alto de Santa Catarina, em Lisboa, e ficavam à espera do rei. No entanto, as pessoas ficavam “a ver navios”, pois o rei nunca chegava.
“Pensando na morte da bezerra”
Dito a alguém que encontra-se com pensamento distante, este ditado surgiu de uma narrativa bíblica, quando os cristão ofereciam, a Deus, bezerros sacrificados colocados sobre o altar das igrejas. Absalão não tinha muitos recursos, tampouco bezerros para oferecer. Por isso, sacrificou a bezerra do filho mais novo, que sofreu muito com a morte do animal. Assim, a criança passou dias ao lado do altar, pensando na morte da bezerra.
“As paredes têm ouvidos”
Quando alguém vai dizer um segredo, diz: “Fale baixo, as paredes têm ouvidos”. Este ditado veio da França, quando a rainha Catarina, desconfiada de perseguidores, quis ter uma parede com furos, para ouvir melhor as conversas.
“Casa da mãe Joana”
Difícil encontrar algum brasileiro que não tenha escutado ou falado este ditado. Muito popular e usado no dia a dia, essa frase adjetiva um lugar como desorganizado, barulhento ou com grande acesso de pessoas.
Registros descrevem que na Idade Média a rainha Joana I tinha uma vida bem agitada. Aos 21 anos, regulamentou os bordeis na região da França. Muitos prostíbulos da época receberam o nome de “Paço da mãe Joana”. Com o passar do tempo, o nome sofreu variações, sendo a mais popular a “Casa da mãe Joana”.
“Onde Judas perdeu as botas”
Popularmente essa expressão é muito usada como referência de um lugar distante ou desconhecido. A explicação vem do passado, nos tempos bíblicos. Acredita-se que após trair Jesus Cristo, Judas entrou em depressão e suicidou-se. Seu corpo foi encontrado descalço e sem o dinheiro que ele carregava consigo. Os soldados que encontraram Judas partiram em busca das botas, onde eles acreditavam que tinha dinheiro escondido. No entanto, ninguém nunca encontrou os calçados de Judas, sendo um mistério até hoje.
“Conto do vigário”
Acredita-se que esta expressão surgiu em Minas Gerais, para referir-se a uma atitude de má fé. Conta-se que duas igrejas na região de Ouro Preto disputavam a imagem de uma santa. Para definir qual delas ficaria com o presente, os religiosos católicos chamados de vigários resolveram deixar que um burro decidisse. Assim, colocaram o animal entre as duas igrejas e esperaram para ver para onde ele se dirigia. O burro fez o seu trabalho, mas descobriu-se mais tarde que ele havia sido treinado pelos vigários para seguir uma igreja específica.

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