Com home office, hotéis dedicados ao turismo de negócios têm ocupação de apenas 25%

Assim como ocorre nas companhias aéreas, nos hotéis de alto padrão os viajantes a negócios são os principais clientes. Eles costumam gerar 70% da receita nesses empreendimentos, segundo o World Travel & Tourism Council (organização que reúne o setor de turismo globalmente). Hoje, porém, a ocupação média nas redes hoteleiras corporativas não chega a 25%, de acordo com a Associação Brasileira de Agência de Viagens Corporativas (Abracorp).
Um dos hotéis de São Paulo mais populares entre executivos, o Grand Hyatt tem conseguido alguns “picos” de ocupação de 28%. A unidade, onde 92% do público costumava ser corporativo, não chegou a fechar no momento mais restrito da quarentena, dado que há executivos estrangeiros que moram no local, mas a ocupação caiu a 10% nesse período. Em tempos normais, essa taxa gira ao redor dos 70%.
Nos últimos meses, o Hyatt tem percebido uma mudança na clientela. Houve um aumento de reservas feitas sobretudo por pessoas que moram na cidade de São Paulo ou próximo a ela e que se hospedam por lazer.
Na área de eventos, o Hyatt costuma receber mais lançamentos de produtos, e menos encontros de funcionários.
O Hyatt criou um produto para, durante a quarentena, atrair executivos que precisam trabalhar remotamente mas não têm tranquilidade em casa. Nesse caso, o hóspede paga para usar um quarto transformado em escritório.
O grupo Accor também criou produtos semelhantes. Em maio do ano passado, lançou o “room office”, quartos alugados para trabalho e que estão em 152 hotéis dos 321 que a rede tem no País. Até agora, o produto rendeu 1.500 diárias para a companhia na América do Sul. A empresa ainda trouxe para o Brasil espaços de trabalho em áreas comuns dos hotéis e salas para reuniões a partir de três pessoas, além de ter fechado uma parceria com a Microsoft para oferecer ferramentas de tecnologia em seus espaços corporativos.
Todas essas medidas buscam aumentar a ocupação e a receita do grupo, que, em média, tem dois terços de sua origem no setor corporativo. No ano passado, a Accor registrou, na América do Sul, queda de 61,9% na receita por quarto disponível e teve uma ocupação média de 23% – em 2019, a taxa havia ficado em 57%.

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