Especial: 20 anos de “Les Misérables” no Brasil

Se passaram exatos 20 anos desde que as cortinas do antigo Teatro Abril, em São Paulo, se abriram para a adaptação musical da obra de Victor Hugo, “Les Misérables”. Um mundo novo de possibilidades chegava junto com a estreia da produção dirigida por Billy Bond, com assistência de Mariano Detry, direção musical de Marconi Araújo e versões de Claudio Botelho.
Estrelada por quase 40 nomes, muitos deles encontravam ali sua primeira grande oportunidade de começar a escrever uma história dentro da história do teatro musical brasileiro, que passava a dar passos mais firmes rumo às superproduções que hoje não podem faltar na cena teatral paulistana – e que andam fazendo muita falta há quase um ano e meio, em função da pandemia da Covid-19.
Os desafios de um primeiro teste, processos criativos, a experiência de trabalhar com profissionais de outro país, uma longa temporada com centenas de apresentações e muitas saudades especiais; tudo parecia encantar, e até mesmo assustar, os escolhidos para dar vida aos icônicos personagens.
Para celebrar esse marco, o site A Broadway É Aqui! reuniu nesta matéria especial os atores Saulo Vasconcelos (Javert), Sara Sarres (Cosette), Alessandra Maestrini (Fantine), Ester Elias (Eponine), Laura Lobo (Eponine criança) e Fred Silveira (Marius), que relembram estes e outros momentos importantes de uma época que deixou marcas em vermelho, azul e branco, além de uma grande saudade de Marcos Tumura, intérprete de Jean Valjean.
Qual foi seu primeiro contato com a obra de Victor Hugo, “Les Misérables”?
Saulo Vasconcelos: Foi quando ainda era cantor amador. Cantava em corais e morria de vontade de fazer parte de musicais. Era um sonho. E desses tantos, um que eu considerava uma obra-prima na combinação de história com música era o ‘Les Misérables’. Até uma orquestração do One Day More eu escrevi de ouvido, na esperança de um dia fazer com orquestra.
Sara Sarres: Ainda adolescente em Brasília, eu fazia parte de uma companhia de Teatro Musical e estudamos a obra.
Alessandra Maestrini: Eu já tinha ouvido falar bastante da obra de Victor Hugo. Mas só busquei saber mais a respeito quando soube das audições para ‘Les Mis’, mesmo. Bianca Tadini, que já tinha lido o livro todo e que é minha grande amiga desde RENT, me emprestou e eu dei uma estudada na ambiência por ali. O livro é GIGANTE, não só em seu valor literário, mas em número de páginas mesmo. Li toda a parte da Fantine (minha personagem tem este diferencial de caber todinha concentrada em uma parte rsrs) e, assim, fui mais bem embasada para a audição. Sim, claro, depois de ouvir todo o CD e assistir a alguns vídeos do musical no YouTube também. Ah! Muito antes disso, assisti a Kiara cantando “On My Own” (solo de Eponine) no pocket show “Broadway Café”, de Wolf Maya. Tempos depois acabei integrando o elenco do pocket, ficando a cargo dos solos de Kiara Sasso e de Kacau Gomes, que haviam saído para alguma outra produção. Isso. Foi assim. Então, meu primeiro contato com Les Mis – assim como com muitos musicais – foi através de Kiara, que conheço desde os 15 anos e que sempre foi absolutamente apaixonada pela Broadway.
Ester Elias: Meu primeiro contato com a obra foi mesmo após saber das audições que iriam acontecer em São Paulo.
Fred Silveira: Em Brasília, estudamos a obra e participei de uma montagem in concert. Na época o vídeo dos dez anos do espetáculo estava sempre em repetição no meu vÍdeo cassete (pois é). Com isso, já conhecia o papel do Marius.

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