Bruce Springsteen vende catálogo musical por US$ 500 milhões

Washington, 16 dez 2021 (AFP) – O cantor e compositor Bruce Springsteen vendeu os direitos de seu catálogo musical para a Sony por um acordo avaliado em 500 milhões de dólares, informaram a revista Billboard e o jornal New York Times.
A venda inclui o catálogo musical gravado do artista, assim como suas composições, incluindo sucessos como “Born in the U.S.A.” ou “Streets of Philadelphia”, informaram fontes próximas ao acordo às duas publicações.
A negociação não foi anunciada publicamente. Uma porta-voz do Sony Group se recusou a falar sobre o tema e a a filial Sony Music não respondeu ao pedido de comentários da AFP.
O músico de Nova Jersey é mais uma das estrelas a vender seu catálogo, seguindo os passos de Bob Dylan, Tina Turner ou Neil Young, que negociou apenas parte de sua obra.
As aquisições de direitos musicais passam por um boom devido ao interesse dos mercados financeiros em carteiras lucrativas deste tipo de ativos.
No ano passado, Dylan vendeu seu catálogo publicado para a Universal Music por 300 milhões de dólares, enquanto Stevie Nicks, integrante do grupo Fleetwood Mac, fez o mesmo com uma parte majoritária de sua obra por 100 milhões de dólares.
Sprignsteen, de 72 anos, passou toda a carreira de 50 anos como artista da gravadora Columbia Records, da Sony, e vendeu mais de 150 milhões de álbuns.
Desde 2020, devido à pandemia de covid-19, foram apresentadas grandes manobras comerciais pela compra de direitos musicais, especialmente no auge das plataformas de streaming.
Os mercados financeiros parecem estar interessados nesses “portfólios” de artistas famosos e atemporais capazes de gerar fluxos de renda estável pela exploração de suas obras.
Transações recentes alcançaram números astronômicos, que não foram oficialmente revelados.
Em outubro, Tina Turner, de 81 anos, vendeu seus direitos musicais ao grupo alemão BMG por uma quantia que se mantém confidencial.
No ano passado, Bob Dylan, de 80 anos, vendeu seu catálogo publicado na Universal Music por um valor estimado em 300 milhões de dólares.
Segundo especialistas do setor, o aumento do preço nos catálogos dos artistas começou antes de 2020, mas dispararam com a pandemia devido ao fato de artistas ficarem impedidos de realizar turnês e shows.

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