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Pólo cinematográfico de Paulínia

Edson Moura, prefeito da cidade nos anos 1990 e 2000, anunciou o projeto de construção de um complexo cinematográfico na cidade, em 2005. A obra foi erguida em tempo recorde. Em 2007, a primeira produção começou a ser gravada ali, e em 2008, Paulínia promoveu seu primeiro festival de cinema.
Suas referências em cinema eram limitadas, o que o levou a buscar ajuda de um crítico de cinema midiático para levar à cidade um “festival” como o de Hollywood. O cinéfilo contratado como consultor era Rubens Ewald Filho (morto em junho de 2019), que precisou explicar ao prefeito que a festa de entrega do Oscar não era exatamente um “festival”, e sim uma premiação, e que se ele quisesse se inspirar em um evento de exibições deveria conhecer Cannes, na França. Assim foi feito.
Outra sacada foi a nomeação, como secretária de Cultura, de Tatiana Stefani Quintella, executiva com experiência na Warner Bros. e na Sony Pictures.
Em seu apogeu, a cidade chegou a contar com quatro equipes de filmagens trabalhando simultaneamente no polo. Em 2010, a prefeitura estimava que um terço de toda a produção cinematográfica nacional passava por ali. Cerca de 40 longas-metragens foram rodados em Paulínia com o auxílio do patrocínio dos editais lançados pelo município, entre eles “O Palhaço” (2011), “Bruna Surfistinha” (2011) e “Chico Xavier” (2010).
O complexo colocou Paulínia no mapa cultural do país e puxou outras atrações como o festival de música SWU, que em 2011 levou à cidade nomes como Kanye West e Black Eyed Peas.
O projeto abortado em meio a uma crise política que levou a 13 trocas de prefeitos desde 2013.
O aperto econômico foi a razão para que, em abril de 2012, a quinta edição do festival de cinema na cidade fosse cancelado.
Em 2018, o estado de abandono do complexo já impressionava. com construções abandonadas, paredes pichadas, vidros quebrados e estruturas mal conservadas no entorno do teatro e dos estúdios, onde foi construído um shopping, uma rodoviária e um hotel.
A última produção rodada na cidade foi a novela “Jezabel”, da RecordTV. Segundo uma funcionária, as gravações foram encerradas em maio de 2019. Desde então, tudo está parado.
Em 2014, logo que o festival foi retomado, para morrer novamente pouco depois, tinha como atrações Danny Glover, Jacqueline Bisset e Abel Ferrara.
Em 2017, quando um esboço de retomada do projeto foi noticiado, Ewald Filho foi nomeado secretário da cultura da cidade. Ficou menos de três meses no cargo. O fim do festival teve um impacto profundo no autor, que cita Djavan ao dizer que Campinas voltou a conviver com o “deserto e seus temores”.

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