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Angelina Jolie é uma das protagonistas de ‘Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos’

Não se deixem enganar pelo título. Apesar de o roteiro de “Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos” – em cartaz nos cinemas e disponível nas plataformas digitais – trazer algumas referências às clássicas histórias passadas na Terra do Nunca e no País das Maravilhas, o filme de Brenda Chapman (“Valente”) constrói um comentário de cores mais dramáticas sobre o que há de mais importante nessas obras – a necessidade de não abandonarmos nossos sonhos.
O mundo de fantasia surge como uma contrapartida à tragédia da vida real, quando um familiar morre. Os adultos reagem de uma maneira, entre o abatimento total, a jogatina e a bebida. E as crianças, Alice e Peter, tentam reinventar aquela realidade. Aqui e ali, captamos citações ao chá das cinco, ao Coelho Branco, ao Chapeleiro Louco e à Rainha de Copa (“Alice no País das Maravilhas”), além de Sininho, Capitão Gancho e os meninos perdidos (“Peter Pan”).
Mas nada disso aparece de forma resplandecente, gerando uma expectativa que jamais se efetiva. São como piscadelas, nunca se sobressaindo à questão maior da trama: Alice e Peter são crianças reais que tentam ver os acontecimentos familiares com outros olhos. É curioso como o filme se apropria dos bastidores trágicos dos livros. Um exemplo é a referência a David, irmão mais velho de J. M. Barrie, que morreu aos 13 anos, enquanto patinava no gelo.
À essa abordagem menos fantástica soma-se à questão social, que ganha relevo com o elenco majoritariamente negro. A mãe vivida por Angelina Jolie é recriminada por ter se casado com um homem (negro) de classe baixa, interpretado por David Oyelowo (“Selma: Uma Luta pela Liberdade”). A irmã dela, que tem mais posses, escolhe o sobrinho de pele mais clara para morar com ela e estudar na melhor escola. São ingredientes que acentuam a carga dramática.
Apesar destes pés mais no chão, a concepção dificulta um pouco a compreensão imediata sobre os propósitos do filme, devido ao fato de ficar num meio termo. Um pouco mais de sombras, na direção de arte ou na fotografia, aproximando-se do visual de “O Labirinto do Fauno”, por exemplo, poderiam evitar esses equívocos. Mas Brenda possivelmente não queria afastar o público infantil, o que faz de “Alice e Peter” um trabalho apenas com boas intenções.

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